quarta-feira, 2 de setembro de 2009

>> painel telebrasil – I
Mais de 29 mil escolas já acessam a Internet com banda larga de 1 Mbps...


Até agosto de 2009, as operadoras de telefonia fixa já conectaram 29.014 escolas públicas com banda larga, em 3.124 cidades. "Atualmente", diz Carlos Eduardo Bielschowsky, secretário de educação a distância do Ministério da Educação (MEC), "os técnicos das operadoras estão conectando 7.400 escolas." As operadoras têm até dezembro de 2010 para levar banda larga a 94% das escolas — elas assumiram essa meta com o governo federal em abril de 2008, quando o governo trocou a instalação de 8.461 postos de serviços telefônicos (PSTs) por um projeto de banda larga para 55 mil escolas.
Até agora, as operadoras concluíram 52% do cronograma de instalação. Como elas já conectaram a maioria das escolas próximas dos pontos principais de rede, o maior desafio agora, diz Carlos Eduardo, será instalar pontos de rede em cidades pequenas. "As operadoras vão instalar novas torres em milhares de municípios."


>> painel telebrasil – II

... depois do MEC adaptar um sistema para gerenciar o trabalho das operadoras...


Não é o primeiro desafio que as operadoras enfrentam no projeto banda larga nas escolas. Em maio de 2008, as operadoras receberam uma lista das escolas onde deveriam instalar acesso de 1 Mbps; em seguida, as operadoras enviaram os técnicos para instalar os modens. Muitos deles voltaram para o escritório sem instalar nada. Os diretores das escolas não conheciam o projeto do MEC e achavam que os técnicos queriam vender banda larga. "Ninguém deixava os técnicos entrar."
Para gerenciar os fornecedores de computadores, impressoras e móveis do projeto ProInfo, Carlos Eduardo usa um sistema de gestão tecnológica, o Sigetec. As escolas selecionadas para o ProInfo acessam esse sistema, com o qual elas provam que têm a infraestrutura necessária para receber o laboratório de informática. Carlos Eduardo pediu aos técnicos que adaptassem o Sigetec para o projeto banda larga nas escolas; assim, ele poderia gerenciar quais escolas o MEC já avisou e quais escolas os técnicos das operadoras já visitaram. "Poderíamos compartilhar o software com as operadoras."
Os técnicos de TI do MEC terminaram de adaptar o sistema em outubro de 2008. A partir de então, os funcionários do MEC ligam para cada escola para explicar o que é o projeto e quando o técnico instalará o modem; depois, cadastram as informações no Sigetec. Quando os técnicos das operadoras acessam o Sigetec, sabem quais escolas esperam a ligação. "Criamos um fluxo de informações para interagir com as operadoras."


>> painel telebrasil – III

... e adotar um sistema para gerenciar a qualidade da banda larga em todas as escolas.


Carlos Eduardo sabe que, mais importante do que gerenciar a instalação, é gerenciar a qualidade da banda larga depois. "O desafio é saber se a banda larga está funcionando e se os alunos estão usando a Internet."
Ao conversar com os técnicos de TI do MEC, Carlos Eduardo soube que os técnicos da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev) desenvolveram em 2007 um sistema baseado em software livre, o Cocar. Carlos Eduardo poderia usá-lo para monitorar o tráfego de dados nos modens de cada escola; por meio dos relatórios, ele poderia identificar quais escolas não usam a banda larga, quais precisam de maior velocidade, quais não recebem a velocidade que as operadoras prometeram. E não precisaria gastar quase nada.
Os técnicos do MEC começaram a testar o Cocar em março de 2009, mas perceberam que o sistema não media o tráfego de dados em algumas escolas. Depois de analisar a rede, eles perceberam que o Cocar não extraia informações de modens de alguns fabricantes. Como são muitos modens, as operadoras não quiseram substituí-los; então, desde março os técnicos de TI do MEC desenvolvem uma interface para o Cocar extrair os dados de tráfego de qualquer modem.
Como os técnicos do MEC já monitoram algumas escolas, Carlos Eduardo já descobriu, por exemplo, que cerca de 500 escolas precisam de uma conexão mais veloz. "Se as operadoras conseguirem aumentar a velocidade para 2 Mbps nessas escolas, será ótimo."
Em paralelo ao trabalho dos técnicos de TI do MEC e das operadoras, Carlos Eduardo e equipe armazenam, em servidores especiais, documentos, vídeos, imagens e músicas, que os professores podem baixar e usar em sala de aula. Em 2009 Carlos Eduardo já treinou 372 professores sobre o conteúdo multimídia. "O próximo passo é avaliar se todo esse esforço de tecnologia realmente funciona."