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A Nokia Siemens já treina técnicos para explicar a LTE às operadoras.
As operadoras oferecem cada vez mais celulares com capacidade de transmissão de dados em alta velocidade. Para atender essa demanda, diz Wilson Cardoso, diretor de tecnologia para a América Latina da Nokia Siemens, as operadoras precisam adequar suas redes e seu pessoal. "No Brasil ainda não houve uma procura tão grande por esses serviços por parte dos clientes como no restante da América Latina. Por isso, sabemos que ainda há muito para crescer."
Além das operadoras, as grandes empresas estão comprando cada vez mais redes de dados, por onde passam pacotes de telefonia, de vídeo e de Internet. Isso gera mais tráfego de dados e exige uma rede bem configurada. Wilson quer atender essas demandas e antecipar outras, como a Long Term Evolution (LTE). Embora a 3G ainda não esteja totalmente consolidada, ele prevê que, em 2011, o espectro estará esgotado em algumas regiões metropolitanas do país. "Se as operadoras quiserem ofertar serviços com qualidade, deverão investir em LTE."
Para se diferenciar de seus concorrentes, a Nokia Siemens começou a treinar os técnicos sobre LTE. Pela política de recursos humanos, a cada seis meses um grupo de funcionários precisa participar de uma reciclagem e, atualmente, 20 brasileiros aprendem sobre LTE e se relacionam com os responsáveis por desenvolver esses produtos em laboratórios da Nokia Siemens na Alemanha e na Finlândia.
Como o maior desafio de Wilson é antecipar as tendências, tanto de mercado quanto de tecnologia, ele também conta com a ajuda de representantes da Nokia Siemens em sete regiões do mundo e de quatro clientes principais (Vodafone, Deutsche Telecom, France Telecom e Telefônica). Uma vez por mês, eles participam de uma videoconferência para trocar ideias, soluções para problemas ou prever quais áreas do mercado serão as mais complicadas nos próximos meses.