quarta-feira, 8 de julho de 2009

>> telecom users forum – I
A CSN tenta garantir que as operadoras cumpram os níveis de serviço...


Há um ano e meio, Francisco José Ferreira, gerente de suporte técnico da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), administrava contratos com diversas operadoras que forneciam os principais enlaces de dados pelo Brasil — 20 enlaces ao todo. Como estava ficando difícil administrar vários contratos, Francisco abriu uma concorrência para contratar enlaces do tipo MPLS; uma operadora ganhou o contrato e, desde então, fornece enlaces para voz, vídeo e dados. Com a mudança, Francisco passou a gastar 40% menos com telecom.
O custo caiu, mas não as exigências. A CSN pedia, em contrato, três horas para que um enlace de rede voltasse a funcionar, em caso de falha. Só em 2009, diz Francisco, uma unidade da CSN já ficou sete horas fora do ar. Quando uma unidade fica fora do ar, ela não acessa o CPD de Volta Redonda (RJ), e não consegue emitir notas fiscais eletrônicas. A unidade até que funciona, desde que os funcionários sigam processos manuais de contingência — o que custa caro e dá margem a erros. "A porcentagem de multa que as operadoras pagam", diz Francisco, "não paga quase nada do nosso prejuízo."
Para minimizar os problemas, Francisco e a equipe da operadora começaram a estudar uma forma de implementar um enlace redundante de fibra ótica no escritório central da CSN, em São Paulo. O trabalho começou no início de junho. "Estamos estudando qual a melhor alternativa no nosso caso." Quatro técnicos agora trabalham na redação de um contrato especial, que impeça a operadora de usar qualquer elemento de rede em comum para os dois enlaces.


>> telecom users forum – II

... enquanto solicita propostas para portar 1.800 celulares e economizar 40%.


Em paralelo, Francisco termina de escrever uma RFP para as operadoras celulares. Ele quer que uma operadora forneça os 1.800 celulares da CSN. "Queremos consolidar todos os números num só contrato." Hoje, 90% dos números da CSN são da TIM; os outros 10% estão divididos entre Claro, Oi, Vivo e Nextel. Será difícil, diz Francisco, encontrar numa operadora só todas as exigências da RFP: atender a CSN em todas as cidades e lugarejos em que mantém instalações, ajudar a equipe de TI da CSN a disponibilizar sistemas corporativos (como o ERP) pelo celular, e oferecer a mesma tarifa para os celulares vinculados a todos os CNPJs da CSN. "Geralmente", diz Francisco, "elas só oferecem a mesma tarifa para uma mesma empresa." Com a concorrência, Francisco pretende economizar 40%.


>> telecom users forum – III

Como foi o evento


Entre 2 e 5 de julho, um grupo de 50 executivos de empresas usuárias de telecomunicações viajaram para a praia de Guarajuba, na Bahia, para participar do Telecom Users Forum 2009, organizado pela Plano Editorial.
Os executivos conversaram sobre as dificuldades de administrar produtos e serviços de telecomunicações para a empresa na qual trabalham, viram três palestras de usuários de telecom (Accor Hospitality, O Boticário e Pfizer), e se reuniram cara a cara com vários fornecedores de produtos e serviços: AT&T, Avaya, Cisco, Eagle’s Flight, Hughes, Leucotron, Olitel, Polycom, Siemens Enterprise Communications, TIM e Venturus.