quarta-feira, 18 de março de 2009

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A Anatel quer fiscalizar a qualidade dos serviços privados


As antigas estatais (incumbents), diz Dirceu Baraviera, gerente-geral de serviços privados de telecomunicações da Anatel, ainda ganham 85% da receita operacional líquida possível. Ou seja: as novas empresas, que nasceram no modelo privado, já ganham 15%.
Empresas de TV a cabo e provedores de Internet são os que mais crescem, porque passaram a prestar mais serviços de telecomunicações.
Se antes os provedores só direcionavam e-mails, agora eles pedem à Anatel licença de serviços de comunicação multimídia (SCM) e vendem serviços de voz, dados e banda larga em cidades menores, sem muitos competidores. Nos últimos 12 meses, diz Dirceu, a Anatel concedeu 30% a mais de licenças SCM.
Como os provedores de serviços privados crescem, a Anatel promete controlar a qualidade dos serviços desses fornecedores. Pela regulamentação atual, a Anatel só controla a qualidade de poucos serviços de telecomunicações — em essência, telefonia fixa e celular. "Agora queremos fazer isso com os serviços privados também." Países europeus, diz Dirceu, já controlam a qualidade dos serviços fornecidos por operadoras privadas.