quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

>> pregão na crise - II
... para ser usada por todo o Ministério Público da União...

No pregão, apareceram representantes da Embratel, do consórcio Oi/Telefônica e da Via Telecom.Paulo mantinha grandes esperanças. Achava que a Embratel brigaria para manter o MPF como cliente, e que a Oi/Telefônica brigaria para ganhar o cliente. Com isso, o MPU economizaria 5%, mesmo com o aumento de pontos e o serviço de voz.O pregoeiro abriu as propostas.A proposta da Via Telecom era a mais barata. A proposta do consórcio Oi/Telefônica era cinco vezes mais cara; e a proposta da Embratel custava duas vezes mais que a proposta da Via Telecom.A crise prejudicou o pregão, diz Paulo. “Se tivéssemos feito em outubro, tenho certeza que o preço das grandes operadoras seria menor.” Se o MPF fosse uma empresa privada, ele teria esperado mais um ano para fazer o pregão. Mas o MPF já tinha prorrogado o contrato com a Embratel e Paulo tinha de seguir a lei.O representante da Oi/Telefônica não baixou o preço. O da Embratel pensou, telefonou, tentou negociar, mas também não baixou. Nenhum dos dois chegou a dar lances. Paulo pediu para suspender o pregão. Ele não conhecia a Via Telecom.