sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

>> decolagem - II
... depois de pechinchar preços com fornecedores...

Mesmo sem concordar, Paulo viajou para Nova York e conversou com diversos consultores americanos. Quando os orçamentos chegavam, diz Paulo, os preços eram sempre muito altos. Pediu a ajuda aos fornecedores brasileiros, se reuniu com eles, pediu projetos e pechinchou. Depois, apresentou as propostas para Neeleman. “Ele aceitou os profissionais e os parceiros brasileiros.”Em um dos projetos, os pilotos precisavam se comunicar com os funcionários da Azul para checar horários, escalas e tripulantes dos voos. Contudo, os sistemas de comunicação que as grandes companhias aéreas usam, diz Paulo, são muito caros: além de comprar os rádios, Paulo precisaria comprar as antenas para transmitir o sinal. “Procurei algumas empresas e pedi sugestões de sistemas mais baratos, mas confiáveis.” Depois de alguns dias, dois fornecedores o procuraram com um software que transforma o sinal de rádio num pacote de dados para ser transmitido pela rede IP.Como o sistema funcionou bem e era mais barato, Paulo decidiu contratar a empresa, mas ela mantém a rede de acordo com níveis de serviço preestabelecidos. Os técnicos demoraram três meses para implementar o novo sistema. “O comandante”, diz Paulo, “quase não acreditou quando conseguiu usar o sistema pela primeira vez.”